Aos 92 anos, Léo Batista, renomado jornalista esportivo brasileiro, está enfrentando um desafio significativo em sua vida. Recentemente, após ser hospitalizado devido a desidratação e dor abdominal no Hospital Rios D’Or, no Rio de Janeiro, recebeu o diagnóstico de um tumor pancreático. Essa notícia trouxe à tona a severidade do câncer de pâncreas, uma das enfermidades mais agressivas, conforme explicado pelo médico Rodrigo Surjan.
O pâncreas desempenha funções cruciais, como o controle dos níveis de açúcar no sangue e a produção de enzimas digestivas. No entanto, a complexidade funcional deste órgão contrasta com a demora na manifestação de sintomas associados ao câncer, que geralmente incluem icterícia e dores nas costas. Infelizmente, conforme observado por Surjan, quando os sintomas se tornam aparentes, a doença já está em estágio avançado.
O adenocarcinoma pancreático é a forma mais comum de tumor nesse órgão, embora existam outras variações, tanto benignas quanto malignas. Fatores de risco reconhecidos incluem tabagismo, histórico familiar, pancreatite crônica e diabetes. Alguns casos envolvem lesões benignas que, com o tempo, podem evoluir para câncer, um perigo presente em neoplasias císticas incomuns.
Os sintomas do câncer de pâncreas são tipicamente inespecíficos e surgem tardiamente. Além dos sintomas comuns como icterícia e dores nas costas, outros sinais menos comuns podem englobar náuseas, perda de peso e mudanças de humor, exigindo atenção médica imediata quando identificados. A detecção precoce é desafiadora devido à localização do pâncreas, o que dificulta sua visualização em exames de rotina, como esclareceu Rodrigo Surjan em uma entrevista à Caras Brasil.
Atualmente, Léo Batista está sob cuidados intensivos no Hospital Rios D’Or, recebendo acompanhamento médico especializado. Os relatórios médicos indicam que ele está na Unidade de Terapia Intensiva, sendo tratado para lidar com o avanço da doença. O prognóstico do tratamento varia dependendo de diversos fatores, incluindo a resposta do corpo aos métodos terapêuticos utilizados.
O manejo do câncer de pâncreas requer uma abordagem clínica complexa e frequentemente envolve uma equipe multidisciplinar. A determinação e resiliência demonstradas por Batista ao longo de sua carreira têm sido uma fonte de inspiração para muitos, e essa mesma força pode desempenhar um papel crucial em sua batalha atual contra a doença.
Léo Batista nasceu no interior de São Paulo e desde a juventude se dedicou ao campo da comunicação. Iniciou sua trajetória profissional no rádio e rapidamente se destacou, tornando-se o primeiro apresentador do "Jornal Hoje" e um dos pioneiros das transmissões esportivas na TV Globo. Sua participação em programas icônicos como Esporte Espetacular e Globo Esporte deixou uma marca geracional e solidificou sua posição no jornalismo esportivo brasileiro.
Com décadas de contribuição, ele construiu um legado que vai além das telas. Além de seu trabalho na mídia, Léo também é reconhecido por sua versatilidade, atuando como dublador e locutor. Sua última aparição pública foi durante o comovente evento de despedida de seu colega Cid Moreira, em 2024.